O que é o reconhecimento de paternidade?

O reconhecimento de paternidade é o ato pelo qual um homem assume legalmente a condição de pai de uma criança. Ele pode ocorrer de forma voluntária — quando o pai registra o filho ou assina uma declaração — ou judicial, quando há negativa e a mãe (ou o próprio filho, quando adulto) precisa acionar a Justiça.

Por que o reconhecimento é importante?

Além do aspecto emocional e identitário, o reconhecimento de paternidade garante ao filho uma série de direitos legais:

Como funciona o reconhecimento voluntário?

Quando o pai reconhece o filho espontaneamente, pode fazê-lo:

O processo é simples e não exige advogado quando há concordância. Basta comparecer ao cartório com os documentos necessários.

E quando o pai nega a paternidade?

Nesse caso, é possível ingressar com uma ação de investigação de paternidade. O exame de DNA é o meio de prova mais utilizado e tem eficácia praticamente absoluta. Se o suposto pai se recusar a realizar o exame, o juiz pode presumir a paternidade com base em outros indícios.

A recusa injustificada ao exame de DNA é, por si só, um forte elemento a favor do reconhecimento.

Tem prazo para entrar com a ação?

Não existe prazo de prescrição para o filho investigar a paternidade — esse direito é imprescritível. O filho pode acionar a Justiça a qualquer momento da vida, inclusive após a maioridade.

E a negatória de paternidade?

Quando um homem registra um filho que não é biologicamente seu e depois descobre isso, ele pode entrar com uma ação negatória de paternidade. A análise judicial considera não apenas o vínculo biológico, mas também o vínculo afetivo já estabelecido — o que pode resultar na manutenção do registro mesmo sem vínculo biológico, em respeito à chamada paternidade socioafetiva.

Como podemos ajudar?

Casos de reconhecimento de paternidade envolvem aspectos emocionais delicados. Na Vale & Castro, acompanhamos o processo com discrição, orientando sobre a estratégia mais adequada — seja na via extrajudicial ou judicial — para garantir os direitos da criança e do cliente.

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